History Book: Breve História de Portugal A.H.Oliveira Marques. Brief Summary 2

O homem chegou à Península Ibérica bem cedo na história. Não tardou a atingir o seu extremo ocidental.

As culturas antigas concentraram-se aparentemente em duas grandes regiões, com pouca comunicação entre si: uma combrindo a maior parte da actual Estremadura, o vale do Tejo, o Alentejo e o Algarve; a outra ocupando os territórios a norte do vale do Douro, com os actuais Minho, Trás-osMontes e Galiza. Entre ambas uma área de densidade reduzida. Essa área tem qualquer significado do ponto de vista cultural? Não há qualquer resposta cientifica para saber se era uma espécie de terra de ninguém, estratégicamente separando grupos rivais.

As duas maneiras mais fáceis de alcançar o extremo ocidental da Península foram e são as planícies alentejanas ou o extremo norte. Têm sido, durante séculos, os caminhos naturais de invasão.

A partir do século VIII a.C., toda a Península Ibérica foi alvo de sucessivas invaões e colonizações, umas terrestres, outras marítimas, de povos conhecedores de técnicas mais avançadas, entre elas, a utilizção do ferro.

Chegaram ao espaço português povos indo-europeus: os pré-celtas e os celtas, responsáveis, os primeiros pela chamada cultura castreja do Noroeste pensinsular, e os segundos pela principal colonização do Centro e do Sul. Estes últimos deixaram abundante testemunho na toponímia, muita sobrevivente atualmente: Conimbriga-Coimbra; Caetobriga – Setúbal; Ebora-Évora

Outros invasores chegados mais tarde e que conquistaram a Península Ibérica: Cartagineses, Romanos e Muçulmanos (árabes e berberes).

Os portugueses e os espanhois de hoje se podem neles espelhar, com os seus 3.000 anos de existência.

O último componente populacional significativo na história da Península Ibérica foi a dos povos islámicos (os suevos e visigodos nunca se contaram em número bastante para uma colonização efectiva e espalhada.

A partir do século VIII – árabes, sobretudo berberes do Norte de África, foram-se, pouco e pouco, instalando como colonos.

Tanto nas cidades como no campo, muçulmanos sedentarizados desde havia muito e civilizados, ao lado de tribos de costumes mais primitivos, vieram radicar-se na Península.

Deram profundos vestígios na toponímia e na onosmástica, muitos dels ainda hoje perceptíveis. Em certos casos, torna-se mesmo possível dizer que colonizaram pela primeira vez, concorrendo com os Romanos no desbravamento dos futuros Estados ibéricos.

Todo o Sul e Centro de Portugal de hoje, até à região do Mondego ou porventura do Douro, conheceu-se a presença do colono muçulmano. São exemplo disso a grande topónimos conhecidos por Ben – ou Bem – especialmente numerosos nas regiões meridionais:

Benfica, Benamor, Bensafrim, Bem Parece, etc.

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